14 de maio de 2011

para pensar =)

Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. Uma coisa meio Dave Grohl. Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo foda. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é diferente). Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez. Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas. Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, caramba! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido. Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrão. Amor é reconstrução.É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios. Demorei anos pra concordar com meu querido  Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”. Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio! Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK.

26 de março de 2011

- tá difícil viu ...

esse  alguém que escreve, é alguém que talvez tenha perdido um pouco de sua fé...que tenta ainda acreditar por um minuto e desacredita durante os cinco seguintes...´alguém machucado e calejado pela vida e que não suporta mais tanto peso... é aquele alguém que vivia na igreja com sua avó quando criança e que hoje  simplesmente não consegue mais juntar as mãos e rezar...é alguém que perde seus sohos, a cada fracasso, que procura sua importância nesse mundo e não encontra...é alguém doente de espíto,talvez, e certamente de saúde...alguém que desejava paz e uma vida feliz, com realizações de coisas comuns pra sua dade... alguém que não sabe se tem foorças para suportar o que vem vindo....alguém que clama por novidade e sobretudo por paz...esse alguem pode ser visto com egoísta e mimado, que se esconde por um sorriso falso....um alguém que traz uma dor em seu coração e que como qualquer ser não é feliz por completo...um alguém que tem esse vício humano de só olhar pra frente, e não ver pessoas que gostariam de estar onde ele está...um alguém que teme pensar daqui há exatamente um ano...

alguém que simplesmente quis ser citado como ALGUÉM, nesse trechinho aqui
;*

9 de março de 2011

- cadê TODA aquela esperança que eu tinha?


“Sei que todos, algum dia, acordamos com a senhora desilusão sentada na beira da cama. Mas a gente vai à luta e inventa um novo sonho, uma esperança....''



às vezes eu me pergunto onde ficou toda aquela esperança?
toda aquela fé?
toda aquela expectativa?
eu sinto canseira, por esperas que não me parecem alcançavéis...
eu sinto falta de crer que amanhã vai ser diferente...
eu sinto falta de ver aquela luzinha no fim do túnel...
aquela pontinha de esperança...
MEU DEUS, me faça acreditar de novo...me tira desse sofrimento...
=/

5 de março de 2011

"(...) e ninguém é interessante e eu, pra ser sincera, não gosto de ninguém."

"(...)  Hoje decidi que estou prestes a assumir meu coração vazio. Não decidi isso movida por uma grande coragem ou por um momento de iluminação. Nada grandioso aconteceu. Apenas sinto que dei um pequeno, quase imperceptível, passo para uma vida mais madura. Eu simplesmente não suporto mais pintar o céu de cor-de-rosa para achar que vale a pena sair da cama.

Não posso mais emprestar mistério ao vazio, vida ao oco, esperança ao defunto, saliva ao seco. Não posso mais emprestar meus desejos para que pessoas se tornem desejáveis. E, finalmente, não posso mais inventar amor só para poder falar dele."

3 de março de 2011

- o verão SOLITÁRIO me deixou mais MULHER


Posso te garantir que o verão solitário me deixou mais mulher, mais leve e mais bronzeada e que, depois de sofrer muito querendo uma pessoa perfeita e uma vida de cinema, eu só quero ser feliz de um jeito simples...''